CARACAS / WASHINGTON – Em uma escalada sem precedentes nas relações interamericanas, as forças militares dos Estados Unidos lançaram na madrugada deste sábado (3) uma operação de larga escala contra alvos estratégicos na Venezuela. O presidente Donald Trump confirmou, em pronunciamento oficial, a captura de Nicolás Maduro e sua transferência imediata para solo americano.
A Noite dos Bombardeios
A ofensiva começou por volta das 02h00 (horário local), com explosões registradas em pontos vitais de Caracas. O complexo militar de Forte Tiuna, a base aérea de La Carlota e as proximidades do Palácio de Miraflores foram os principais alvos de ataques aéreos de precisão.
Segundo fontes do Pentágono, a operação — denominada extraoficialmente de "Amanhecer da Liberdade" — utilizou forças de operações especiais para localizar e deter o líder chavista. Maduro e sua esposa, Cilia Flores, teriam sido detidos em uma residência segura e levados para uma base fora do país, com destino final a Nova York, onde o ex-presidente enfrenta indiciamentos por narcotráfico e terrorismo.
Reações e Resistência
O Ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, apareceu em rede nacional horas após o início dos ataques. Com semblante abatido, Padrino classificou a ação como uma "agressão imperialista infame" e convocou a Milícia Nacional a resistir. No entanto, relatos de solo indicam uma rápida desarticulação da cadeia de comando das Forças Armadas venezuelanas em diversas regiões.
Do lado da oposição, María Corina Machado manifestou-se através das redes sociais, afirmando que o país vive "o fim de um pesadelo" e pedindo que a população mantenha a calma enquanto uma junta de transição é articulada.
O Impacto no Brasil e a Diplomacia Global
A resposta internacional foi imediata e polarizada:
Brasil: O governo Lula classificou a intervenção como uma "violação flagrante da soberania sul-americana". O Itamaraty convocou uma reunião de emergência com os países do Mercosul, temendo uma crise humanitária e de refugiados sem precedentes na fronteira em Roraima.
Aliados de Maduro: Rússia e China emitiram notas duras de condenação, alertando para as consequências catastróficas de uma guerra prolongada na região. Moscou solicitou uma reunião de urgência no Conselho de Segurança da ONU.
Argentina e Aliados dos EUA: O governo de Javier Milei e outros líderes da direita regional celebraram a queda do regime, oferecendo apoio logístico à coalizão liderada por Trump.
O Que Esperar Agora
Com a captura de Maduro, a Venezuela entra em um vácuo de poder perigoso. O Departamento de Estado americano deve anunciar ainda hoje o reconhecimento de um governo provisório. Enquanto isso, o mundo aguarda as primeiras imagens de Maduro em custódia americana, um evento que promete redefinir a geopolítica do século XXI.
Nota do Editor: Informações confirmadas até as 13h00 (Brasília). A situação no aeroporto de Maiquetía permanece instável, com voos comerciais suspensos em todo o país.
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