De acordo com o boletim mais recente divulgado pelo governo estadual, atualizado até a última sexta-feira (16), a seca já afeta diretamente mais de 101 mil famílias em todo o território amazonense. Ao todo, 40 cidades estão sob decreto de emergência, 17 em estado de alerta e cinco em atenção.
Anori se junta a um grupo de municípios da calha do Solimões e de outras regiões do estado — como Coari, Manacapuru, Tefé e Tabatinga — que enfrentam o auge da vazante. Além dos desafios de navegação e do risco de isolamento de comunidades rurais e ribeirinhas, a estiagem prolongada intensifica o perigo das queimadas.
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Ações de combate às queimadas e medidas governamentais
Para conter o avanço dos focos de calor e amenizar os danos da seca na região, o Governo do Amazonas mobilizou cerca de mil bombeiros e brigadistas em todo o estado, contando com apoio federal de aeronaves como modelos Air Tractor, KC-390 e helicópteros.
Entre as principais medidas vigentes para conter a crise na região, destacam-se:
Proibição do uso do fogo: Foi decretada a proibição do uso de fogo por 120 dias em todo o estado, além do decreto de situação de emergência por 180 dias devido aos incêndios florestais e à vazante.
Operações de fiscalização: Operações integradas, como a Tamoiotatá, a Amazonas+Verde e a Alerta Fogo, utilizam drones e conectividade via satélite para monitorar e multar o uso ilegal do fogo no interior.
Combate a incêndios: Desde junho, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) já combateu mais de 22,5 mil focos de incêndio no estado, a grande maioria deles registrada no interior.
A expectativa dos moradores de Anori e das cidades vizinhas é de que as chuvas retornem para regularizar o nível das águas do Solimões, restabelecendo a navegação segura e o abastecimento das comunidades afetadas pela estiagem.
